sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
- Um fato interessante é que foi na própria cultura celta que surgiu um dos jargões mais famosos do Halloween da atualidade. O "Trick or Treat", em português "gostosuras ou travessuras". Para o povo celta, os espíritos malignos eram apaziguados quando se deixava comida para eles. Com o passar do tempo, os mendigos começaram a pedir alimentos em troca de orações para pessoas mortas. Após o fim da civilização céltica, através de uma lenda irlandesa, a frase teria ficado marcada graças a um homem que conduzia uma procissão que tinha como objetivo arrecadar oferendas de agricultores para que as colheitas não fossem devastadas por demônios. O tal homem ameaçava então os plantadores para que eles dessem comida, caso contrário, sofreriam com a travessura das almas maléficas em suas plantações.
simbolos 2
A vigília de Samhain passou então a ser considerada pelo povo celta como um dia maldito e de azar, pois os vivos não queriam ser possuídos pelas almas que vagavam nesta noite. Fogueiras eram acesas nas colinas para afugentar tais espíritos, enquanto que as tochas dos vilarejos eram apagadas para que o local fosse considerado frio e sem vida pelas almas e estas não circulassem pelo lugar. Alguns grupos de moradores das aldeias utilizavam "fantasias" e máscaras a fim de assustar os espíritos que procuravam corpos para possuir. Durante esta noite, os druidas realizavam cerimônias com objetivo de apaziguar as almas errantes para que elas seguissem em paz para uma outra esfera da consciência. Eles também acreditavam ter premonições e visões de coisas boas e ruins durante esta vigília, e utilizavam vários tipos de magia, inclusive através do fogo. Era na noite deSamhain que os druidas queimavam vivos os prisioneiros de guerra, criminosos e animais; enquanto observavam a posição dos corpos em chamas, eles diziam ter presságios e avisos. Por ser considerada uma noite mística, os druidas acreditavam que outros seres da |
Porém foi a Igreja Católica quem foi responsável pelo nome Halloween tão popular hoje em dia. Era então século VIII d. C., quando os cristãos já celebravam uma data importante para a sua religião, o Dia de Todos os Santos, que serve para homenagear as importantes entidades religiosas já falecidas da Igreja, que diferente da cultura celta, não acreditava em contato com o mundo espiritual ou reencarnação. Foi nesta época que o império romano estava dominando várias regiões e impondo o Cristianismo como religião obrigatória. E para a Igreja Católica, a única maneira de manter os pagãos nas missas, era permitindo a prática de algumas tradições e costumes originais destes povos dominados.
Foi no ano de 835 d. C., que o papa Gregório III, permitiu que os territórios recém ocupados pela Igreja, como a Irlanda, combinassem o antigo ritual de Samhain com as tradições cristãs, sendo a partir desta data que o Dia de Todos os Santos, que era celebrado no mês de maio, fosse transferido para 1 de novembro. E do inglês antigo "Hallowed", que significa "All Hallows Eve", em bom português "Noite de Todos os Santos", surgiu o termo Halloween. Em 1840, os primeiros imigrantes irlandeses, em busca de prosperidade, foram viver nos Estados Unidos, Canadá e outros países e junto com eles, levaram seus costumes.
Fica uma dúvida? Por que então existe uma forte referência no Halloween às bruxas, uma vez que a tradução literal da palavra não tem alusão qualquer a bruxaria? Tal explicação real é desconhecida para esta dúvida. Sabe-se que os antigos druidas acreditavam em bruxas e julgavam que na noite do dia 31 elas saiam de seus esconderijos fortalecidas pelo espírito de Samhain. Também de acordo com lendas celtas, as bruxas se reuniam duas vezes ao ano, nos dias 30 de abril e 31 de outubro. Porém, tudo não passa de especulações e lendas.
Com a chegada do século XX, os festejos de Halloween já possuíam identidade como os que conhecemos hoje, quando as crianças saem às ruas usando fantasias de bruxas e monstros e visitando as casas vizinhas para recolher doces e outras guloseimas. Os adultos também comemoram a data em festas a fantasia com música e bebida.
Uma vez por ano, durante a noite, as almas daqueles que morreram retornam com a intenção de possuir corpos vivos para habitarem pelos próximos 365 dias. Tal possibilidade poderia muito bem ser o enredo de um filme de terror, mas trata-se apenas de uma das lendas e costumes dos eventos que deram origem à comemoração de Halloween. Antes de ser uma festa voltada para o comércio e a diversão, o Dia das Bruxas era uma noite de magia, medo, crendices e superstições que foram fundamentais para a permanência da data, cerca de 2.500 anos depois. Infelizmente a maioria das pessoas desconhece a origem do Halloween, vendo na ocasião apenas uma oportunidade para festas e brincadeiras. Não que tal aspecto de comemoração seja um ponto negativo, afinal, todas as grandes festividades e datas importantes, do Natal ao Carnaval, recaem hoje dentro deste significado. Porém, é importante saber um pouco sobre o que se comemora. No Brasil, a festividade começou a ganhar adeptos no final nos anos 80, quando começaram a ser organizadas festas, as primeiras através de cursos de inglês. Para entender um pouco sobre a origem do Halloween, precisamos voltar no tempo e |
Os celtas se dividiam em várias classes e uma destas, considerada especial, era formada pelos druidas, que representavam os herdeiros e guardiões das tradições religiosas, ou melhor, os sacerdotes e magos da comunidade. Os druidas eram estudiosos da astronomia e da medicina, além de possuírem dons proféticos e acreditarem que a alma era imortal e podia reencarnar várias vezes. A instituição do druidismo foi um poderoso fator de unidade do mundo celta e, por isso, combatida pelos romanos durante as conquistas. Os druidas acreditavam em vários deuses e realizavam cerimônias e rituais que incluíam sacrifícios, inclusive humanos, em homenagem a esses deuses.
isso da medo
"Um período de respeito, magia, espiritualidade e medo que ficou perdido no tempo, assim como as histórias e mitos que deram origem ao Halloween. "
![]() | Uma vez por ano, durante a noite, as almas daqueles que morreram retornam com a intenção de possuir corpos vivos para habitarem pelos próximos 365 dias. Tal possibilidade poderia muito bem ser o enredo de um filme de terror, mas trata-se apenas de uma das lendas e costumes dos eventos que deram origem à comemoração de Halloween. Antes de ser uma festa voltada para o comércio e a diversão, o Dia das Bruxas era uma noite de magia, medo, crendices e superstições que foram fundamentais para a permanência da data, cerca de 2.500 anos depois. Infelizmente a maioria das pessoas desconhece a origem do Halloween, vendo na ocasião apenas uma oportunidade para festas e brincadeiras. Não que tal aspecto de comemoração seja um ponto negativo, afinal, todas as grandes festividades e datas importantes, do Natal ao Carnaval, recaem hoje dentro deste significado. Porém, é importante saber um pouco sobre o que se comemora. No Brasil, a festividade começou a ganhar adeptos no final nos anos 80, quando começaram a ser organizadas festas, as primeiras através de cursos de inglês. Para entender um pouco sobre a origem do Halloween, precisamos voltar no tempo e |
Os celtas se dividiam em várias classes e uma destas, considerada especial, era formada pelos druidas, que representavam os herdeiros e guardiões das tradições religiosas, ou melhor, os sacerdotes e magos da comunidade. Os druidas eram estudiosos da astronomia e da medicina, além de possuírem dons proféticos e acreditarem que a alma era imortal e podia reencarnar várias vezes. A instituição do druidismo foi um poderoso fator de unidade do mundo celta e, por isso, combatida pelos romanos durante as conquistas. Os druidas acreditavam em vários deuses e realizavam cerimônias e rituais que incluíam sacrifícios, inclusive humanos, em homenagem a esses deuses.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
origem
Meninas disseram ter visto criatura magra, de olhos vermelhos e pernas curtas
| Tony Basilio |
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A história da aparição do ET em Varginha tem início na madrugada do dia 20 de janeiro de 1996. À uma da manhã, o casal de agricultores Oralina Augusta e Eurico de Freitas acorda com os bois e vacas correndo de um lado para outro. Da janela da casa, localizada a dez quilômetros da cidade, eles relataram terem visto um objeto estranho sobrevoando a propriedade durante 40 minutos. Segundo eles, o tal objeto era cinza, com aparência de um submarino e tamanho de um microônibus.
No mesmo dia, às 8h, o Corpo de Bombeiros de Varginha é chamado para capturar um animal esquisito. Eles prendem a criatura, que é levada por um caminhão do Exército para a unidade da Escola de Sargentos das Armas, localizada em Três Corações.
Por volta das 15h30, três meninas - as irmãs Liliane Fátima e Valquíria Aparecida Silva, então com 14 e 16 anos, e a amiga Kátia Xavier, de 22 anos - disseram ter visto uma criatura esquisita, magra, de olhos vermelhos e estufados, pernas curtas, corpo maior e saliências na cabeça. Segundo relato das meninas, únicas pessoas que disseram ter visto o suposto extraterreste, a criatura estava agachada perto de um muro, em um terreno próximo a uma oficina mecânica.
Às 23 h, a PM captura esse segundo "ET" e o leva para o Hospital Regional. No dia seguinte, o Exército recolhe a outra criatura e segue para a Escola de Sargentos. Na terça-feira, dia 23, os "alienígenas" são transferidos para a Unicamp, em Campinas. Nunca houve nenhum pronunciamento oficial a respeito.
galera pq a crença em alienigenas
| Artigo | |
| Por que a crença em alienígenas? | |
| Por Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos | |
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Há milhares de anos, seres humanos têm visto coisas no céu que não conseguem identificar de imediato. De modo geral, as interpretações seguiram as ideias em voga em cada época. Assim, visões ocorridas na Antiguidade tiveram conotações religiosas. Do mesmo modo, objetos aéreos desconhecidos vistos nos Estados Unidos em 1896 e 1897 foram interpretados como dirigíveis secretos, pois o país acreditava que uma máquina voadora desse tipo estava para ser inventada. Nessa época, ninguém apostava que máquinas voadoras mais pesadas que o ar fossem a verdadeira solução para a aviação, como provou Santos Dumont. No século XX, objetos e fenômenos aéreos desconhecidos continuaram sendo vistos, mas foram associados a naves de outros planetas. Por que isso aconteceu? O início Em 24 de junho de 1947, o empresário norte-americano Kenneth Arnold (1915-1984) disse ter visto estranhos objetos voadores enquanto pilotava seu avião próximo ao Monte Rainier, no estado de Washington. Segundo ele, os objetos eram parecidos com bumerangues e faziam movimentos ondulares, parecidos com o que acontece quando se joga um disco sobre a superfície da água. No dia seguinte, Arnold relatou sua observação a um jornal local, mas não foi bem compreendido. Ao redigir a notícia, o jornalista se confundiu e escreveu que os objetos tinham forma de disco. A partir daí, surgiu a expressão flying saucer, que foi traduzida como disco voador. Em pouco tempo, esse termo ficou famoso e passou a agregar todas as observações de fenômenos e objetos aéreos que não eram imediatamente reconhecidos, mesmo aqueles que não tinham a ver com formas circulares. O curioso é que nem Arnold nem a maioria das pessoas que tomaram conhecimento do assunto em 1947 pensou que os discos voadores fossem naves extraterrestres. Antes de ir aos jornais, Arnold foi até o escritório do Federal Bureau of Investigation (FBI), pois pensava ter visto mísseis russos teleguiados. Vivia-se o início da Guerra Fria. Como o piloto norte-americano, muitos imaginaram que algum artefato militar secreto dos Estados Unidos ou da União Soviética poderia estar por trás das observações. A associação entre discos voadores e naves de outros planetas só ganhou força mesmo alguns anos depois, quando o escritor norte-americano Donald Keyhoe (1897-1988) apostou nessa ideia. No início dos anos 1950, a indústria cultural percebeu quanto os extraterrestres poderiam ser lucrativos. A partir de então, filmes, livros, gibis e outros produtos culturais com a temática passaram a ser produzidos e consumidos em abundância. A ideia de viajantes espaciais fazia bastante sentido naquele contexto. Há anos, revistas e jornais vinham noticiando que as viagens humanas pelo espaço estavam próximas. Alguns otimistas apostavam que elas tardariam apenas alguns anos. Aluízio Barata, um cronista brasileiro, escreveu em 1952: “O voo na estratosfera e o voo foguete já estão vindo. São a maravilha dos nossos dias”. Havia realmente motivos para ser otimista em relação à astronáutica naqueles anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, a tecnologia dos foguetes havia se desenvolvido bastante com os V-2, mísseis balísticos alemães que chegavam a atingir 80 quilômetros de altitude a uma velocidade supersônica. Eles foram os primeiros objetos terrestres a se aproximarem do limite do espaço exterior. Embora os V-2 não tenham alterado significativamente os rumos da guerra, sua invenção revolucionou a exploração espacial. A partir dessa tecnologia, norte-americanos e soviéticos passaram a desenvolver foguetes para testes militares e científicos. Em 1947, pequenos animais já eram lançados para fora da atmosfera em experiências. Em fevereiro de 1949, o foguete norte-americano V-2/WAC Corporal bateu um recorde ao atingir a altitude de quase 400 quilômetros. Todas essas conquistas eram largamente noticiadas. Para se ter uma ideia da popularidade da exploração espacial, em março de 1950, dois malandros conseguiram vender a um lavrador mineiro uma ação de uma companhia chamada Discos Voador S/A, destinada à exploração de rotas interplanetárias. Bem antes do lançamento do Sputnik, o primeiro satélite artificial, o assunto já estava nas ruas. No entanto, todo esse progresso tecnológico abria um precedente: se os humanos podiam sonhar com as viagens espaciais, como não pensar que seres extraterrestres já possuíam tal tecnologia? Além disso, a teoria de que os discos voadores eram alienígenas se aproveitava da impossibilidade dos astrônomos provarem que não existe vida inteligente fora da Terra. Em um universo tão grande, não se pode chegar a tal conclusão. Assim, o cosmos se configurou como terreno no qual quase tudo era possível, já que pouca coisa podia ser negada e tampouco confirmada pela ciência. Se os astrônomos contestassem a existência de vida inteligente em Marte, restavam possibilidades em Vênus e em outros bilhões de planetas. Como escreveu o historiador inglês Eric Hobsbawm, diante de um cosmos gigantesco e desconhecido, todos estavam igualmente impotentes. Essa situação era frequentemente ilustrada pela seguinte frase: “Há mais coisas entre o céu e a Terra, (...), do que supõe a nossa vã filosofia”. Retirada da peça Hamlet, de William Shakespeare (1564-1616), a sentença transformou-se em lugar comum e, por muito tempo, simbolizou a crença dos aficionados e místicos na permanência dos mistérios da natureza, mesmo diante do avanço da ciência. Marte, o queridinho Tão logo os discos voadores foram associados a naves de outros mundos, Marte apareceu como o planeta preferido nos romances e filmes de ficção. Essa predileção, no entanto, era relativamente antiga. Começara, principalmente, com um milionário norte-americano excêntrico chamado Percival Lowell (1855-1916). No final do século XIX, Lowell montou seu próprio observatório e passou a defender publicamente que Marte era um mundo agonizante, com um sistema de canais que trazia água dos polos para as regiões centrais. Pouco depois, essas ideias chegaram até o escritor inglês Herbert George Wells (1866-1946). Ele escreveu A guerra dos mundos, um aclamado romance que narra a invasão da Terra por marcianos em fuga do seu planeta moribundo. Com o imenso sucesso do livro, começaram a surgir muitas variações sobre esse tema. O episódio mais famoso, sem dúvida, ocorreu em 30 de outubro de 1938, quando um programa de rádio norte-americano apresentado por Orson Welles (1915-1985) fez uma dramatização da invasão marciana. Milhões de pessoas ficaram apavoradas e pensaram que uma catástrofe realmente estava acontecendo. Ao contrário do que muita gente imagina, porém, nem todos acharam que os marcianos eram os culpados. Durante aquele mês, o noticiário radiofônico vinha sendo frequentemente interrompido pelas notícias da ocupação nazista na região dos Sudetos, na Tchecoslováquia. Alguns acreditavam que uma nova guerra mundial estava prestes a começar e pensavam que Hitler, e não os marcianos, podia estar por trás dos ataques narrados pelo rádio. De qualquer modo, o episódio ajudou a promover os habitantes do planeta vermelho, que passaram a protagonizar gibis, seriados e filmes. Nem sempre, porém, havia criatividade ao imaginá-los. Eles eram retratados ora como seres híbridos com deformações de animais terrestres, como insetos e répteis, ora como humanóides, parecidos conosco. Nesse caso, a ficção estava bem longe da ciência. Muitos biólogos acreditam que os seres inteligentes do universo, caso existam, devem ser muito diferentes fisicamente dos humanos. Afinal, eles surgiram em outro ambiente e, portanto, passaram por um processo de seleção natural completamente distinto. A preferência por extraterrestres de forma humanóide vem da dificuldade em pensarmos coisas além de nós. Quando imaginamos a forma física de seres inteligentes no universo, quase sempre nos usamos como modelos e não conseguimos nos desvencilhar do antropomorfismo. Os marcianos da ficção, porém, não faziam o mesmo sucesso entre os cientistas. Os astrônomos da década de 1950 não acreditavam na possibilidade de vida inteligente no planeta vermelho. Alguns achavam que, caso existisse vida naquele local, ela estaria restrita a pequenos organismos, como musgos e liquens. Isso, no entanto, não bastou para aplacar a sede de mistério dos aficionados. As especulações só diminuíram pra valer a partir de 1965, quando a ciência conseguiu provar a inexistência de vida inteligente em Marte. Naquele ano, a sonda norte-americana Mariner-4 fotografou o planeta a apenas dez quilômetros de sua superfície. As imagens e os dados mostraram um cenário desolador: atmosfera de dióxido de carbono, temperaturas baixíssimas e ausência de camada protetora contra raios cósmicos que ameaçam a vida. Não havia nenhum sinal de canais ou de civilizações avançadas sobrevivendo em ambiente tão hostil. Nem o mais pessimista dos astrônomos pensou em encontrar cenário tão adverso. Marte, que muitos acreditavam ser semelhante à Terra, é mais parecido com a Lua. Alienígenas, um ótimo negócio Oitenta e sete filmes sobre exploração espacial e visitantes extraterrestres foram produzidos no Ocidente durante a década de 1950. Como se vê, o tema se tornou uma grande fonte de lucros para a indústria cultural. E não era para menos. A ideia de seres de outros planetas trazia consigo muitas possibilidades imaginativas. Eles podiam ser bonzinhos, maus, ter forma humana ou de inseto, falar inglês ou uma língua incompreensível. Podiam, enfim, ser adaptados e acionados em inúmeras situações. Na maioria das vezes, eram o “outro”, aquele ser desconhecido que nos ajuda a perceber nossa própria condição. Alguns meios de comunicação, no entanto, exageravam na empolgação. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a revista O Cruzeiro, a mais vendida do país nos anos 1950. Em maio do ano de 1952, a revista publicou cinco fotografias de um disco voador que sobrevoava a região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo a reportagem, dois jornalistas da publicação tinham sido os únicos sortudos a flagrar o estranho objeto. O assunto foi tratado como furo internacional e ajudou a vender muitos, muitos exemplares. Curiosamente, a Aeronáutica brasileira abriu um inquérito e concluiu pela autenticidade das imagens. O episódio, porém, não passou de uma retumbante fraude. Nos anos seguintes, O Cruzeiro continuou explorando o tema de maneira sensacionalista. A comunidade científica nacional pouco pôde fazer. Ainda era pequena e pouco articulada. Para se ter uma ideia, até a fundação do primeiro curso de graduação em astronomia, em 1958, os poucos astrônomos brasileiros eram recrutados entre estudantes de engenharia e técnicos com formação secundária. Uma das poucas vozes a se levantar contra o sensacionalismo foi a do engenheiro militar aposentado Ary Maurell Lobo (1900-1974), que dirigia a revista Ciência Popular. Lobo declarou enfaticamente que as fotos da Barra da Tijuca eram uma fraude. Chegou a chamar os autores das imagens de ladinos (espertalhões). Mas sua atuação era restrita. Em 1957, por exemplo, Ciência Popular vendia 15 mil exemplares, enquanto a tiragem deO Cruzeiro era superior a 450 mil. No entanto, essa exploração comercial do tema trouxe indiretamente alguns benefícios. Afinal, foram os filmes, livros, gibis e revistas que fizeram com que bilhões de pessoas se interessassem pelo que existe além da Terra. Sem esse entusiasmo, dificilmente haveria condições políticas para se investir pesado nas viagens espaciais e em programas como o Search for Extra-Terrestrial Intelligence (Seti), que busca civilizações alienígenas através de sinais de rádio provenientes do universo. Sem aqueles produtos culturais, teria sido muito mais difícil convencer o Ocidente a aplicar seus impostos em iniciativas tão caras e arriscadas. Além disso, a ficção científica planetária e as discussões sobre discos voadores influenciaram muitas crianças. O astrônomo norte-americano Carl Sagan (1934-1996), por exemplo, reconheceu a grande influência das leituras infantis na escolha de sua carreira. Ao utilizar a ciência para buscar vida em outros planetas, Sagan e muitos outros buscaram descobrir o quanto de realidade havia na ficção. O papel dos astrônomos Nem sempre os discos voadores ficaram restritos ao mundo da ficção. Como se sabe, muita gente alega tê-los visto. Nessas ocasiões, os astrônomos costumam ser convidados a opinar. Em março de 1950, por exemplo, o Brasil vivia uma onda de relatos de discos voadores e o professor Mário Rodrigues de Souza (1889-1973), antigo assistente-chefe do Observatório Nacional, foi entrevistado. Para ele, a maioria dos casos daquele momento tinha a ver com o planeta Vênus que, segundo seus cálculos, estava em uma de suas fases de maior brilho. O astro podia ser visto inclusive durante o dia. Acontecimentos posteriores mostraram que ele estava certo. Nos dias seguintes, surgiram pequenas e esparsas notas nos jornais que noticiavam confusões com o planeta Vênus em cidades como Rio de Janeiro, Campinas e Botucatu. O mesmo erro, informava a imprensa internacional, havia ocorrido no México, na Bolívia e na Argentina. Outros fenômenos astronômicos, como meteoritos, estrelas e até cometas podem ser tomados, com alguma imaginação, por discos voadores. Mas nem sempre os astrônomos estiveram dispostos a resolver esses casos. Com frequência evitavam o assunto, porque o enxergavam como uma ameaça à sua reputação, já que a especulação fantasiosa nesse campo sempre foi muito grande. Recentemente, o astrônomo norte-americano Steven J. Dick criticou essa negligência da comunidade científica, que, segundo seu ponto de vista, favoreceu o avanço do sensacionalismo. Ele parece estar certo. Para acabar com incômodas perguntas sobre discos voadores que lhes são feitas tão frequentemente, os astrônomos precisam mostrar à sociedade que muitos fenômenos astronômicos podem ser confundidos com óvnis (objetos voadores não identificados) e que o olho humano pode ser extremamente impreciso. Além disso, devem esclarecer que o método científico é muito rigoroso ao estabelecer verdades. Que vídeos, fotos e testemunhos não podem ser considerados provas inquestionáveis das visitas alienígenas. E que essas provas, se existem, ainda não foram apresentadas publicamente por ninguém. Não deixa de ser curioso, contudo, que os astrônomos tenham que combater hoje uma crença que só existe devido aos avanços na astronomia e na astronáutica ocorridos no século XX. Sem eles, os discos voadores provavelmente continuariam sendo interpretados como um mistério relacionado às questões militares, como aconteceu nos seus primeiros anos. O desenvolvimento dessas duas áreas abriu espaço para uma nova questão: serão eles de outros planetas? Isso ocorreu porque nenhum outro período histórico esteve tão ligado culturalmente ao que existe além da Terra quanto o século XX. Em nenhum outro momento da nossa história, a ideia de visitantes extraterrestres pareceu tão verossímil. Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos é mestre em história pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), autor da dissertação A invenção dos discos voadores – Guerra Fria, imprensa e ciência no Brasil (1947-1958), financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp). | |
fotos do'alien'
Museu guarda esqueleto de suposto alienígena,mas caso foi esclarecido

Paulo Nogueira
Eram precisamente 15h30 da última quinta feira, dia 9. Eu ministrava uma palestra sobre tabagismo no anfiteatro do Hospital Dr. Hélio Angotti, para alunos do Colégio Dr. José Ferreira, quando uma funcionária da instituição interrompeu a palestra, dizendo-me ao pé do ouvido que havia dois senhores querendo falar comigo com urgência.
Pedi licença aos alunos e fui atendê-los. Os dois senhores rapidamente me contaram uma história inédita. Marquei nova conversa com mais detalhes para as 19 horas.
O local. Museu de História Natural Wilson Estevanovic, localizado na rua Uruguai, 557, bairro Fabrício. Fui recebido pelo presidente Wellington Estevanovic, pelo vice presidente professor Carlos Magno Estevanovic, diretor geral Wilson Neto Estevanovic, e pela jovem Veruska Estevanovic, estudante do curso de Biologia.
Os dirigentes revelaram que o museu que existe há 96 anos (hoje com mais de 20 mil peças em seu acervo, sendo um dos sete maiores do país) é mantido pela família e conta com o maior observatório astronômico do Triângulo Mineiro.
O diretor geral Wilson Estevanovic Neto contou que o museu, circo e teatro itinerante, sempre dirigidos por seus ancestrais, percorreram quase todos os países do mundo. Nessas viagens eles conseguiram, através de doações, peças, múmias, pedras de todos os tipos que caíam do espaço, e outros materiais interessantes.
Em 1956, Wilson Estevanovic fixou residência em Uberaba, para onde trouxe todo o acervo da família. Ele faleceu em 1997, não conseguindo montar o museu. Somente um ano depois os filhos e netos o fizeram. Os descendentes russos não pararam de trabalhar: hoje estão construindo um novo prédio para o museu.

Alienígena. Uma peça rara nos chamou a atenção. Um esqueleto mumificado bastante diferente, parecido com o de um alienígena: de cabeça grande, sem orelhas, olhos e boca diferentes. Todas essas características foram destacadas por estudiosos do assunto.
Ufólogo. Mantivemos contato com o ufólogo e pesquisador José Eduardo Coutinho Maia, que nos acompanhou na visita. Em primeira mão não dá para definir do que seja realmente o esqueleto. Ele, entretanto, garante: "trata-se de uma peça de valor inestimável para a ciência e que terá de ser estudada com bastante profundidade".
Origem. Os dirigentes do museu revelam não saber a origem do esqueleto, descoberto por eles apenas recentemente, quando decidiram desmumificar a peça provavelmente conseguida no Egito. O espécime está exposto no museu, somente aos domingos, sob forte vigilância. Segundo os proprietários, já tentaram furtá-la pelo menos duas vezes.
Para se ter uma idéia, o crânio corresponde a quase duas vezes o crânio de humano adulto e é bastante desproporcional em relação ao restante do corpo, de aproximadamente 50cm. Apenas o que seria o pé, com seis dedos, ainda está mumificado.
Divulgação. O encontro dos dirigentes com o repórter teve como objetivo a divulgação da exposição do esqueleto. Até então, somente alunos de algumas escolas da cidade e um pequeno público já o tinham visto. Eles solicitaram a divulgação, o que só aconteceu depois de muita discussão, até mesmo entre os dirigentes do museu. A visitação é gratuita, aos domingos, das 14h às 18h.
Internet. Pesquisando na Internet sobre o assunto, encontramos um único site em português com informações que pudessem levar a alguma ligação quanto ao caso de Uberaba.

No site http://www.dominiosfantasticos.hpg.ig.com.br/id215.htm encontramos foto de um esqueleto semelhante ao mostrado à reportagem com o seguinte texto: "Muito pouco, ou na verdade quase NADA, sabemos sobre o planeta em que vivemos, bem como tudo aquilo que nos cerca. Do remoto passado, das profundezas do mar e também dos esteios longínquos do céu surgem por vezes coisas bastante bizarras - como que vindas, ou surgidas, exatamente para nos despertar da letargia em que estamos profunda e comodamente mergulhados. Este estranho esqueleto, por exemplo, encontrado nos desertos da sempre misteriosa Austrália, não pertence a qualquer espécie terrestre conhecida, donde obviamente se conclui a sua procedência alienígena!!!!".
Abaixo seguem imagens em alta qualidade retiradas do "Jornal da Manhã" (Fotos: Paulo Nogueira):




fotos do'alien'
Museu guarda esqueleto de suposto alienígena,mas caso foi esclarecido

Paulo Nogueira
Eram precisamente 15h30 da última quinta feira, dia 9. Eu ministrava uma palestra sobre tabagismo no anfiteatro do Hospital Dr. Hélio Angotti, para alunos do Colégio Dr. José Ferreira, quando uma funcionária da instituição interrompeu a palestra, dizendo-me ao pé do ouvido que havia dois senhores querendo falar comigo com urgência.
Pedi licença aos alunos e fui atendê-los. Os dois senhores rapidamente me contaram uma história inédita. Marquei nova conversa com mais detalhes para as 19 horas.
O local. Museu de História Natural Wilson Estevanovic, localizado na rua Uruguai, 557, bairro Fabrício. Fui recebido pelo presidente Wellington Estevanovic, pelo vice presidente professor Carlos Magno Estevanovic, diretor geral Wilson Neto Estevanovic, e pela jovem Veruska Estevanovic, estudante do curso de Biologia.
Os dirigentes revelaram que o museu que existe há 96 anos (hoje com mais de 20 mil peças em seu acervo, sendo um dos sete maiores do país) é mantido pela família e conta com o maior observatório astronômico do Triângulo Mineiro.
O diretor geral Wilson Estevanovic Neto contou que o museu, circo e teatro itinerante, sempre dirigidos por seus ancestrais, percorreram quase todos os países do mundo. Nessas viagens eles conseguiram, através de doações, peças, múmias, pedras de todos os tipos que caíam do espaço, e outros materiais interessantes.
Em 1956, Wilson Estevanovic fixou residência em Uberaba, para onde trouxe todo o acervo da família. Ele faleceu em 1997, não conseguindo montar o museu. Somente um ano depois os filhos e netos o fizeram. Os descendentes russos não pararam de trabalhar: hoje estão construindo um novo prédio para o museu.

Alienígena. Uma peça rara nos chamou a atenção. Um esqueleto mumificado bastante diferente, parecido com o de um alienígena: de cabeça grande, sem orelhas, olhos e boca diferentes. Todas essas características foram destacadas por estudiosos do assunto.
Ufólogo. Mantivemos contato com o ufólogo e pesquisador José Eduardo Coutinho Maia, que nos acompanhou na visita. Em primeira mão não dá para definir do que seja realmente o esqueleto. Ele, entretanto, garante: "trata-se de uma peça de valor inestimável para a ciência e que terá de ser estudada com bastante profundidade".
Origem. Os dirigentes do museu revelam não saber a origem do esqueleto, descoberto por eles apenas recentemente, quando decidiram desmumificar a peça provavelmente conseguida no Egito. O espécime está exposto no museu, somente aos domingos, sob forte vigilância. Segundo os proprietários, já tentaram furtá-la pelo menos duas vezes.
Para se ter uma idéia, o crânio corresponde a quase duas vezes o crânio de humano adulto e é bastante desproporcional em relação ao restante do corpo, de aproximadamente 50cm. Apenas o que seria o pé, com seis dedos, ainda está mumificado.
Divulgação. O encontro dos dirigentes com o repórter teve como objetivo a divulgação da exposição do esqueleto. Até então, somente alunos de algumas escolas da cidade e um pequeno público já o tinham visto. Eles solicitaram a divulgação, o que só aconteceu depois de muita discussão, até mesmo entre os dirigentes do museu. A visitação é gratuita, aos domingos, das 14h às 18h.
Internet. Pesquisando na Internet sobre o assunto, encontramos um único site em português com informações que pudessem levar a alguma ligação quanto ao caso de Uberaba.

No site http://www.dominiosfantasticos.hpg.ig.com.br/id215.htm encontramos foto de um esqueleto semelhante ao mostrado à reportagem com o seguinte texto: "Muito pouco, ou na verdade quase NADA, sabemos sobre o planeta em que vivemos, bem como tudo aquilo que nos cerca. Do remoto passado, das profundezas do mar e também dos esteios longínquos do céu surgem por vezes coisas bastante bizarras - como que vindas, ou surgidas, exatamente para nos despertar da letargia em que estamos profunda e comodamente mergulhados. Este estranho esqueleto, por exemplo, encontrado nos desertos da sempre misteriosa Austrália, não pertence a qualquer espécie terrestre conhecida, donde obviamente se conclui a sua procedência alienígena!!!!".
Abaixo seguem imagens em alta qualidade retiradas do "Jornal da Manhã" (Fotos: Paulo Nogueira):




o misterio do aliennigena "mineiro"!
Em Janeiro de 1996 , 3 estudantes deparam-se com um animal estranho escostado no muro
Oficial Version > A policia garante que nenhum ser Extra Terrestre fora capturado, visto, cagado ou" xunxado" no Local .Que apenas se tratou de uma brincadeira de aborrecentes sem coisa melhor pra fazer na madruga e muito chá de cogumelo .
A teoria de conspiração Mineeeira : O "nosso" ET, mineiro por escolha ou melhor nossa dupla sertaneja . Porque se tratavam de 2!!!Os nanicos (cerca de 1,4 m ), foram vistos pelos famosos"fofoqueiros" da cidade , que acionaram imediatamente a PM ,que capturou os pobres e indefesos . Diz a teoria que um policial morreu por não tomar as devidas precauções. Exames teriam revelado 8% de substancia tóxica não identificada no corpo (pra mim que era cachaça).O ET morreu no mesmo dia , levado pra Unicamp , foi realizada a autopsia por F. B. Palhares. Alguns ufólogos muito doCUriosos conseguiram algumas informações em primeira mão pra aparecer nos noticiários . Algumas dessas dizem que nosso "pequeno infante" ET de Varginha teria pele "marrom Beyonce" , 3 dedos , olhos vermelhos e o mais interessante teria 3 chifres.

Analise : TOP Secret 5
1 - Tinha que ser corno nosso ET Canarinho ? PQP hein ...
2 - Se nem o Caco Barcellos descobriu onde "muquiaram-oô", isso é um caso a ser investigado pelo Jason Bourne no 4 episódio , já compraram os direitos e tudo,acho ...
3 - Por que a dupla ou melhor o casal de ET em lua de mel escolheu justo Varginha pra aparecer ? Agente de viagem pessimo, esse interplanetario .
4 - PM esta boa pra pegar ET , hein ... Bandido que é bom , claro claro.!!! Bandido nao é baixinho , moreno ,3 dedos e" sangue nos olhos" ...
5 - Por quá essas coisas nunca acontecem quando eu estou com minha camera , pra filmar e faturar Milhões .
Etimologia Houaiss
Conspiraçao : ato ou efeito de conspirar; conluio, maquinação, trama Ex.: o presidente se sente alvo de c.
Conspirar : verbo transitivo indireto e intransitivo 1 secretamente planejar, junto com outra(s) pessoa(s), ações contra alguém, ger. um dirigente ou governante, objetivando a sua destituição, desgraça, morte etc.; conluiar, tramar, maquinar
intransitivo
Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal. conversar baixo, sussurrar, cochichar
Ex.: que é que vocês estão conspirando aí?
transitivo indireto
Derivação: sentido figurado. estar contra (algo); ser desfavorável Ex.: o tempo conspira contra nós
latim: Cosnpirare > “respirar com” ou respirar juntos.
Wikipedia
Teoria da conspiração é um termo usado para referir qualquer teoria que explica um evento histórico ou actual como sendo resultado de um plano secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e poderosos,[1]tais como uma "sociedade secreta" ou "governo sombra".[2]
By Me
Teoria da Conspiraçao : Grupo de pessoas ou organizações - que conspira para manipular um evento ou uma série de eventos, em prol das mesmas > mantendo o fato em segredo. Que adoramos ouvir !!!

Homenagem Varginhense ao seu visitante mais ilustre !!!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
dicas para gravar seu proprio web show
1. Seu filme balança muito
Como nossos olhos se movem rapidamente e cobrem uma grande área em
poucos segundos, a tentação é movimentar a câmera da mesma forma. No
entanto, isso torna o vídeo desagradável e desorienta o espectador,
exatamente como no filme a Bruxa de Blair. O resultado são filmes
caseiros que parecem ter sido filmados durante um terremoto.
Solução: movimente sua câmera de forma deliberada e
com calma, enquanto a mantém firme e estável. Caminhe devagar, como se
tivesse um livro sobre sua cabeça. Ajuste a alça de apoio para sua mão
da forma mais justa possível e procure usar sua mão livre para manter a
câmera estável.
2. Zoooooom
A maioria das pessoas se sente uma mistura de paparazzi com espião
da CIA ao comprar uma câmera com zoom de 40x. Pena que o vídeo não
compartilhe dessas aspirações hollywoodanas e o resultado costume ser
confuso e enjoativo.
Solução: use o zoom com moderação, somente para
enfatizar aspectos realmente importantes, caso contrário, se torna
irritante. Procure ajustar o zoom na posição desejada antes de começar
a filmar. Não use o zoom e se movimente ao mesmo tempo. E, por último,
nunca use o zoom digital, use somente o ótico. O zoom digital deixa a
imagem granulada e com péssima qualidade.
3. Quem precisa de luz?
Com uma câmera que custe mais de R1000, a maioria das pessoas
simplesmente parte da premissa que existe um mini Steven Spielberg lá
dentro que vai fazer todo o serviço necessário manualmente. Apesar da
câmera de fato conseguir filmar em qualquer iluminação, a qualidade
pode ser extremamente prejudicada em casos onde há pouca luz ou excesso
de luz.
Solução: quando filmar dentro de casa ou em
ambientes fechados, lembre-se de sempre acender a luz e posicionar as
pessoas/objetos próximos da fonte de luz. Não filme as pessoas contra
uma forte fonte de luz, como o sol, isso vai fazer aparecer somente as
silhuetas. Também não as coloque diretamente a favor do sol, elas não
vão abrir o olho direito. Procure colocar os protagonistas num ângulo
de 45º em relação à fonte de luz, para ter um efeito mais suave e
agradável.
4. Diferença entre essencial e não-essencial
Pegar seu amigo dançando de cueca no meio da rua é essencial. O
trajeto até você alcançá-lo, com a câmera balançando e o som da
ventania é dispensável. Um bom vídeo tem cenas interessantes e
apresenta uma certa lógica, conta uma história.
Solução: procure o melhor ângulo para a cena antes
de ligar a câmera, para evitar captação de cenas desnecessárias. Saiba
quando parar, não seja um chato que fica filmando sem parar por 10
minutos. E, principalmente, edite seu filme. Corte as cenas
dispensáveis e deixe sua produção concisa e direta.



